Segunda-feira e eu nunca formamos um belo par.
Eu cobro dela um dia sério e produtivo,
E ela cobra do meu corpo "all the weekend games".
Nossa relação tem se tornado um fardo pra mim.
Meu corpo aqui, de cama "is burning in hell".
Como se eu devesse me culpar por cada risada que dei,
Cada lugar que frequentei,
Cada copo que não recusei.
Cada movimento, um novo arrependimento.
Cada vez que o telefone toca,
Amaldiçôo Alexander Graham Bell mil vezes.
E, tudo dói...menos a consciência, essa devassa!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ellerin ellerime
Nas mãos dela haviam tantos segredos,
Fechados com força,
Protegidos por tantos outros medos,
Não abria e nem estendia à ninguém.
E numa noite qualquer foi assaltada pelo desejo
De libertar-se de tudo que havia guardado,
Pois o peso agora lhe incomodava,
E não lhe permitia tocar outras mãos.
Algo tão natural no mundo dos normais,
Acreditava ela.
Mas à muito já havia perdido o fio da meada,
Ser normal era segredar qualquer descontrole.
Você se olha num espelho e se acredita
Imune ao tempo, aos julgamentos.
Mas quando abre as mãos sujas de particularidades,
Descobrirás que outras te saudarão em partida.
*ellerin ellerime (do turco "em tuas mãos")
Fechados com força,
Protegidos por tantos outros medos,
Não abria e nem estendia à ninguém.
E numa noite qualquer foi assaltada pelo desejo
De libertar-se de tudo que havia guardado,
Pois o peso agora lhe incomodava,
E não lhe permitia tocar outras mãos.
Algo tão natural no mundo dos normais,
Acreditava ela.
Mas à muito já havia perdido o fio da meada,
Ser normal era segredar qualquer descontrole.
Você se olha num espelho e se acredita
Imune ao tempo, aos julgamentos.
Mas quando abre as mãos sujas de particularidades,
Descobrirás que outras te saudarão em partida.
*ellerin ellerime (do turco "em tuas mãos")
sábado, 7 de agosto de 2010
Every little piece of pain
Lembro-me do dia nascendo cinza,
Das cores que eu não via mais,
Dos rostos sem expressão que me cumprimentavam,
Das árvores com tantas folhas secas.
Não era culpa da estação,
Não era culpa de nada e ninguém.
O dia não queria clarear
E eu não queria pular da janela.
Ambos ficamos alí, impassíveis, frágeis
O dia amanhacia sem cor, sem dor.
Amortecidos por tanto do que foi a noite,
Éramos vampiros pretendendo a mortalidade.
Alguém se despediu e desapareceu pra sempre,
Outros ficaram reunindo os restos do próprio desespero.
O dia amanhecia sem vida, cor, afeto, consideração.
E morria entre nós, sem despertar mais nada.
Em outros tempos éramos tão diferentes,
Não havia perigo nessas brincadeiras exageradas.
Mas o preço foi ficando mais caro a cada madrugada,
Amanheceu cinza e deixei uma música no "repeat"
Falou tanto de tantas coisas, que só naquela hora
Fizeram todo o sentido que a vida inteira não teve.
Assim, o dia cinza despertou em mim o pior dos desejos:
De ser eu mesma, doesse a quem pudesse doer...
Doeu em ti, não foi 'my darlig'?
Porque, por deveras razões já calamos tanto do que há em nós,
Que ao final deixamos de ser quem somos em nomes de outros mais.
E no final, amanhece cinza...sempre tão cinza.
*and we always live with every little piece of pain inside us.
Das cores que eu não via mais,
Dos rostos sem expressão que me cumprimentavam,
Das árvores com tantas folhas secas.
Não era culpa da estação,
Não era culpa de nada e ninguém.
O dia não queria clarear
E eu não queria pular da janela.
Ambos ficamos alí, impassíveis, frágeis
O dia amanhacia sem cor, sem dor.
Amortecidos por tanto do que foi a noite,
Éramos vampiros pretendendo a mortalidade.
Alguém se despediu e desapareceu pra sempre,
Outros ficaram reunindo os restos do próprio desespero.
O dia amanhecia sem vida, cor, afeto, consideração.
E morria entre nós, sem despertar mais nada.
Em outros tempos éramos tão diferentes,
Não havia perigo nessas brincadeiras exageradas.
Mas o preço foi ficando mais caro a cada madrugada,
Amanheceu cinza e deixei uma música no "repeat"
Falou tanto de tantas coisas, que só naquela hora
Fizeram todo o sentido que a vida inteira não teve.
Assim, o dia cinza despertou em mim o pior dos desejos:
De ser eu mesma, doesse a quem pudesse doer...
Doeu em ti, não foi 'my darlig'?
Porque, por deveras razões já calamos tanto do que há em nós,
Que ao final deixamos de ser quem somos em nomes de outros mais.
E no final, amanhece cinza...sempre tão cinza.
*and we always live with every little piece of pain inside us.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Mr. Ego
O homem revestido de ego não presta atenção
Não percebe o que dizem pois só ouve a sí mesmo
Engorda porque come dando discursos
E só pára quando não tem mais platéia.
O homem e seu ego caminham imponentes
No exagerado exercício de fazer-se notado
Fala mais alto e se aprimora em novas piadas sarcáticas
Pois uma vez que arranca risos, será convidado outra vez.
Sabe que o mundo é mesmo um poço de carências
E se aproveita dele com maestria e algum despespero
Pois se ele vive nesse mundo...
Porque tão poucos percebem o quão mortal ele é?
O homem revestido de ego
É revestido porque quando apenas vestido morre de frio
O frio da solidão e da insegurança de todos os mortais
E sim, as vezes ele se percebe como tal.
Talvez você o conheça
Talvez...melhor do que ele mesmo
E talvez algum dia ele mesmo se conheça
Mas nesse dia, meu amigo, melhor que seja seu último dia.
Não percebe o que dizem pois só ouve a sí mesmo
Engorda porque come dando discursos
E só pára quando não tem mais platéia.
O homem e seu ego caminham imponentes
No exagerado exercício de fazer-se notado
Fala mais alto e se aprimora em novas piadas sarcáticas
Pois uma vez que arranca risos, será convidado outra vez.
Sabe que o mundo é mesmo um poço de carências
E se aproveita dele com maestria e algum despespero
Pois se ele vive nesse mundo...
Porque tão poucos percebem o quão mortal ele é?
O homem revestido de ego
É revestido porque quando apenas vestido morre de frio
O frio da solidão e da insegurança de todos os mortais
E sim, as vezes ele se percebe como tal.
Talvez você o conheça
Talvez...melhor do que ele mesmo
E talvez algum dia ele mesmo se conheça
Mas nesse dia, meu amigo, melhor que seja seu último dia.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Quando tudo está perdido
Quando está perdido,
Se perde mais um pouco.
A moral, meu irmão...a moral,
O que era certo ou errado?
O que mais se tem a perder?
Quando tudo está fora do lugar,
Gastemos o que sobrou,
Como se não houvesse amanhã...de tão incerto!
Perdidos estamos entre tantas pessoas,
Nessa grande cidade
Com tanto ao nosso redor,
Porque nos sentimos tão só?
E não resta mais nada,
Com quem contar,
O QUÊ contar...
Quanto tudo está perdido só resta a perdição!
Vem comigo agora, pois amanhã não serei mais assim,
Tudo muda e minha sorte também mudará,
Talvez você sobre como prêmio de consolo,
Talvez eu nunca mais precise de ti outra vez.
Quando tudo está perdido,
Que diferença faz frio ou calor, amor...
Nada, absolutamente nada, apenas observo...
Impune, imune, descrente, desacelerada...NADA!
Se perde mais um pouco.
A moral, meu irmão...a moral,
O que era certo ou errado?
O que mais se tem a perder?
Quando tudo está fora do lugar,
Gastemos o que sobrou,
Como se não houvesse amanhã...de tão incerto!
Perdidos estamos entre tantas pessoas,
Nessa grande cidade
Com tanto ao nosso redor,
Porque nos sentimos tão só?
E não resta mais nada,
Com quem contar,
O QUÊ contar...
Quanto tudo está perdido só resta a perdição!
Vem comigo agora, pois amanhã não serei mais assim,
Tudo muda e minha sorte também mudará,
Talvez você sobre como prêmio de consolo,
Talvez eu nunca mais precise de ti outra vez.
Quando tudo está perdido,
Que diferença faz frio ou calor, amor...
Nada, absolutamente nada, apenas observo...
Impune, imune, descrente, desacelerada...NADA!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Santiago
Mirame en la cara, el pelo, las uñas
Mirame!
Asì como yo te miro a vos
Y no como a todos los desconocidos que ya he tocado.
Mirame, porque sè que es la ùltima ves
Y nos reìmos juntos pretendiendo cariño
Escucho palabras tiradas al nada
Para que el tiempo pase y nos entrenenemos por la mañana.
Esta mañana tan fria de Santiago
Las ojas caen por la calle contrastando con el sol
Me quedo mirandote partir sin mirar para tràs
Y entiendo en tan pocas palabras que vos ya no miras el ayer.
Y vuelvo a la tierra otra ves, sola
Voy para un club con mis nuevos amigos
Tengo una fiesta a mi lado y dentro mio solo tengo a vos
Y me voy de aqui buscando otro dolor que ocupes el espacio que dejaste.
Dejo para ''el ayer'' las preguntas que ya no hacen falta
Que el vacio en el que estoy pisando ahora
Me contesta como a un espejo
Callada seguirè mi camino, callando las palabras que tambièn ya no hacen falta.
Mirame!
Asì como yo te miro a vos
Y no como a todos los desconocidos que ya he tocado.
Mirame, porque sè que es la ùltima ves
Y nos reìmos juntos pretendiendo cariño
Escucho palabras tiradas al nada
Para que el tiempo pase y nos entrenenemos por la mañana.
Esta mañana tan fria de Santiago
Las ojas caen por la calle contrastando con el sol
Me quedo mirandote partir sin mirar para tràs
Y entiendo en tan pocas palabras que vos ya no miras el ayer.
Y vuelvo a la tierra otra ves, sola
Voy para un club con mis nuevos amigos
Tengo una fiesta a mi lado y dentro mio solo tengo a vos
Y me voy de aqui buscando otro dolor que ocupes el espacio que dejaste.
Dejo para ''el ayer'' las preguntas que ya no hacen falta
Que el vacio en el que estoy pisando ahora
Me contesta como a un espejo
Callada seguirè mi camino, callando las palabras que tambièn ya no hacen falta.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
No hablè de las rosas.
Nunca te pedi ningùn amor
Si no un cuento de hadas sin la necesidad de que fuera verdad
Que las verdades ya me tienen harta!
Por eso...nunca te menti ningùn amor.
Busquè en vos una razòn para pasar el dia
Que es siempre el mismo cuando empieza y termina
Y las noches te olvidaba mientras tenia companias
Por que mis noches no son como las tuyas, siempre iguales.
No te pedì que me amaras y me resgastaras de mis miedos
Si no que me diera alguna atenciòn
Puès no aprendi a estar sola
Aùn que eso es como màs he estado mientras tengo tantas companias.
Y que te desaparezcas de mi vida sin prèvio aviso
Me hace pisar en un vacio que antes era una sonrisa
Cada palabra era un encanto que llenava la vida vacia
Pero nunca esperè amor como ahora espero a la muerte de tus encantos.
..then every flower dies.
Si no un cuento de hadas sin la necesidad de que fuera verdad
Que las verdades ya me tienen harta!
Por eso...nunca te menti ningùn amor.
Busquè en vos una razòn para pasar el dia
Que es siempre el mismo cuando empieza y termina
Y las noches te olvidaba mientras tenia companias
Por que mis noches no son como las tuyas, siempre iguales.
No te pedì que me amaras y me resgastaras de mis miedos
Si no que me diera alguna atenciòn
Puès no aprendi a estar sola
Aùn que eso es como màs he estado mientras tengo tantas companias.
Y que te desaparezcas de mi vida sin prèvio aviso
Me hace pisar en un vacio que antes era una sonrisa
Cada palabra era un encanto que llenava la vida vacia
Pero nunca esperè amor como ahora espero a la muerte de tus encantos.
..then every flower dies.
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